Intérpretes mostram preocupação com eventos no Brasil

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Os eventos esportivos que ocorrem no Brasil entre 2014 e 2016 vem exigindo muito o trabalho de intérpretes. Por causa da Copa do Mundo ocorrida este ano e das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro com equipes e atletas do mundo todo, outros eventos paralelos também têm lugar no país atraindo públicos de diferentes segmentos. E para atender a demanda desses eventos internacionais é necessário que haja estrutura física e profissional.

Uma matéria veiculada no Globo.com apontou a preocupação da Associação Internacional de Intérpretes de Conferência (AIIC) com esses problemas e os desafios do país para quebrar a barreira da língua e receber bem os visitantes estrangeiros nesses eventos.

O Comitê Organizador Rio 2016 estima contratar cerca de 500 intérpretes. Embora a AIIC (com mais de 3 mil membros no mundo e 73 no Brasil) afirme não haver dados precisos sobre o número de profissionais na cidade, os organizadores das Olimpíadas acreditam que o evento deve absorver quase a totalidade de intérpretes do Rio — para traduções em inglês, francês, espanhol, português, russo, chinês, japonês, árabe, alemão e libras (linguagem de sinais). Ainda haverá demanda em centros de turismo e órgãos do município e do estado, o que leva o comitê a calcular que será necessário trazer tradutores de outras cidades.

Richard Laver, representante do conselho da AIIC no Brasil, disse que a cidade está pronta em relação à quantidade e qualidade dos intérpretes, mas por outro lado, afirmou que ainda faltam profissionais para trabalhos que ele chama de “comunitários”, em aeroportos, fronteiras, delegacias de turistas e hospitais: “Haverá voluntários, que ajudarão nas ruas. Mas se um estrangeiro tiver um problema de saúde e precisar ir a um hospital, um intérprete será o mais adequado, porque não pode haver mal-entendido”.

Para Linda Fitchett, presidente da AIIC, a solução para essa demanda é dar apoio à formação de novos intérpretes.

Hoje, segundo a AIIC, além de cursos de formação de intérpretes, há duas pós-graduações em universidades particulares cariocas. Mas a profissão ainda não é regulamentada e o o governo federal a inclui na Lei de Serviços Gerais.

— Ou seja, nas contratações é observado apenas o melhor preço, o que não é uma garantia de qualidade do serviço — conta Richard Laver, ressaltando que uma má interpretação pode gerar gafes, mal-estar e até prejuízos em negociações.

Para evitar esses prejuízos é importante que eventos internacionais como os que estão ocorrendo no Brasil, contem com profissionais treinados e empresas de tradução simultânea de grande experiência.

Fonte http://oglobo.globo.com/rio/interpretes-mostram-preocupacao-com-eventos-no-brasil-10533518#ixzz2ijiLNeW8